Portal / Tecnologia

Wearables & saúde

Pulseira sem tela e máscara para medir a respiração: conheça as tecnologias que estão mudando os treinos

Relógios inteligentes ajudaram a popularizar os dados de treino. Agora, pulseiras sem tela e testes metabólicos mostram que a tecnologia está evoluindo para acompanhar o corpo com menos distração e mais contexto.

PUBLICIDADE

Garmin entra na corrida das pulseiras sem tela

A Garmin anunciou o Cirqa, sua primeira pulseira voltada ao segmento de fitness trackers sem tela. A proposta é acompanhar sono, atividade física, frequência cardíaca e estimativas de condicionamento sem transformar o pulso em mais uma fonte de notificações.

Os dados ficam concentrados no aplicativo Garmin Connect. A pulseira tem GPS conectado ao celular, resistência à água de 5 ATM, bateria prometida de até 10 dias e preço anunciado de US$ 199,99, sem assinatura mensal obrigatória. A estratégia coloca a marca em uma categoria que ganhou força com dispositivos como Whoop e Fitbit Air.

Garmin Cirqa em quatro cores, imagem oficial do produto

Relógio e pulseira medem tudo?

Não exatamente. Wearables são excelentes para registrar frequência cardíaca, distância, ritmo, sono e volume de atividade. Mas métricas mais complexas, como VO₂ máximo, são normalmente estimadas por algoritmos que combinam dados de treino, frequência cardíaca e localização.

Isso não reduz a utilidade do relógio. Para acompanhar consistência e tendências ao longo de semanas, ele resolve muito bem. O cuidado é não tratar uma estimativa do aplicativo como diagnóstico ou medida laboratorial.

Onde entra a máscara metabólica

No teste metabólico, a pessoa corre ou pedala usando uma máscara conectada a um analisador de gases. O equipamento mede o consumo de oxigênio e a produção de gás carbônico durante o esforço, permitindo uma avaliação mais direta da resposta do organismo.

O exame é usado para medir o VO₂ máximo e identificar faixas de intensidade de treino com mais precisão. Ele costuma fazer mais sentido para atletas, pessoas com meta específica de desempenho ou quem vai montar um plano individualizado com acompanhamento profissional.

Atleta realizando teste metabólico em esteira com máscara de análise respiratória

Pulseira, relógio ou teste: qual faz sentido?

São ferramentas para momentos diferentes. A pulseira ou o relógio ajuda a acompanhar a rotina diária. O teste metabólico é uma avaliação pontual e mais detalhada. Um não substitui o outro.

A tecnologia vale quando ajuda a tomar uma decisão melhor: ajustar o ritmo do treino, respeitar a recuperação, criar consistência ou buscar orientação especializada quando os dados exigirem uma leitura mais cuidadosa.

A nova fase dos wearables

O avanço das pulseiras sem tela mostra uma mudança de comportamento: muita gente quer dados de saúde e desempenho sem permanecer olhando para uma tela. A tendência é que os dispositivos fiquem mais discretos, registrem mais informações e deixem a interpretação para o aplicativo e para profissionais.

No Brasil, esse mercado ainda é menos conhecido fora do público de corrida e academia. Mas ele tende a aparecer cada vez mais na conversa sobre bem-estar, esporte e uso prático de tecnologia no dia a dia.

PUBLICIDADE